sábado, 27 de dezembro de 2014

domingo, 15 de junho de 2014

jazz em frente ao cemitério

as vassourinhas faziam sua música suave
o piano afundava suas teclas no ritmo certo
e eu quase vi no céu uma espaçonave
em ti

do outro lado da rua, jaz
o cemitério da Consolação em tons sépia

a música avançava daqui até o outro lado da rua
acordava o resquício vivo dentro de cada um de lá
e dançava com cada alma uma última noite de vida

as vassourinhas continuavam a música
e o baixo reforçava suas notas em timbres ressoantes
num vácuo infinito dentro de ti
e de mim abril 2015

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

dormir dentro de mim
acordar fora daqui

auto retrato, assassinato

rimas não são coincidência,
isto é f a t o.
não importa a minha decadência
sempre acho um buraco
disforme.

sem ar, engoli a palavra.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

i'm alive

achei um cigarro perdido e encarei o fato como desculpa para fumá-lo imediatamente, afinal, eu o achei quando eu mais precisava dele. pensava nele, vivia nele, o sentia. e daí ele apareceu. o que eu poderia fazer? só fumá-lo e escutar caetano nessa tarde de quinta feira como se eu estivesse fazendo algo de especial com a vida, como se a fumaça fosse um tipo de obra de arte e meu quarto fosse uma enorme exposição. densa, dança.